O mercado financeiro mudou de expectativa para a reunião do Copom, o comitê do Banco Central que define a taxa básica de juros, que termina nesta quarta-feira (4). Antes do segundo turno, a maioria dos analistas previa mais um corte de 0,25 ponto na Selic, hoje em 13,75% ao ano depois de cinco reduções desde março. Após a vitória de Lula, com o dólar subindo cerca de 9% na semana passada (fechou a R$ 5,44) e a maior preocupação com as contas públicas, as apostas passaram a indicar que a taxa será mantida. A inflação oficial, de 4,58% em 12 meses, segue acima do teto da meta, de 4,5%.
Para as empresas, o recado é de crédito caro por mais tempo: financiamento de máquinas, capital de giro e renegociação de dívidas continuam com juros altos, e o dólar mais forte encarece insumos importados, ao mesmo tempo em que favorece quem exporta. Para a indústria e o agro do Vale do Taquari, que dependem de crédito e vendem carnes e lácteos ao exterior, os próximos sinais do Banco Central e do governo eleito serão decisivos para planejar 2027.
Fonte: O Globo
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