A medida provisória 1.376, editada pelo governo federal em julho para permitir a renegociação de dívidas de produtores rurais e cooperativas acumuladas entre 2019 e 2025 por perdas climáticas ou queda de preços, precisa ser votada pelo Congresso até 11 de novembro, ou deixa de valer. A Farsul, federação que representa o agro gaúcho, alerta que, se isso acontecer, cerca de 80% dos produtores ficarão sem acesso às regras de renegociação. O relatório em tramitação traz mudanças pedidas pelo setor, como incluir a Cédula de Produto Rural (CPR) entre as dívidas que podem ser repactuadas.
O assunto pesa especialmente no Rio Grande do Sul, castigado por estiagens e enchentes: segundo dados do Banco Central citados pela Farsul, o crédito rural com problemas no estado chegou a R$ 44,18 bilhões, quase 40% de toda a carteira gaúcha, e dos R$ 5,55 bilhões já renegociados pela MP no país até setembro, R$ 4,58 bilhões são de produtores do RS. O desfecho afeta diretamente cooperativas, revendas e agroindústrias de regiões como o Vale do Taquari.
Fonte: GZH
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