A indústria brasileira de máquinas e implementos agrícolas faturou R$ 41,47 bilhões de janeiro a setembro de 2026, queda de 21,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Abimaq, associação nacional dos fabricantes. No mercado interno o recuo foi ainda maior, de 24,8%, sinal de que o produtor, endividado e com crédito caro e escasso, está adiando a troca de tratores, colheitadeiras e plantadeiras. Setembro trouxe um respiro: R$ 5,17 bilhões, ainda 15,7% abaixo de um ano antes, mas 8,2% acima de agosto.
O resultado preocupa o Rio Grande do Sul, um dos maiores polos do setor no país, com fábricas em cidades como Horizontina, Santa Rosa e Não-Me-Toque e uma longa cadeia de fornecedores metalmecânicos. Menos vendas no campo significam menos encomendas para indústrias, revendas e prestadores de serviço em todo o interior gaúcho.
Fonte: Jornal do Comércio
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